Estratégias: Psicologia e poker



Uma das estratégias de poker mais conhecidas – porém menos dominadas, podendo levar aos maiores fracassos - é o blefe.

O típico blefe consiste em apostar quando, na realidade, são quase nulas as chances de ganhar. Por exemplo, se o jogador tem a possibilidade de um flush mas não recebe a carta necessária nem no turn nem no river, o blefe poderia fazer com que o rival deste jogador se retirasse e, graças a isso, ele poderia ganhar – mesmo com uma mão mais fraca.

Sempre, antes de tentar um blefe, convém considerar vários fatores:





  • - Número de adversários: se forem poucos, melhor. 1 ou 2 seria o ideal.
  • - Tipo de adversário: os jogadores fracos são tentados pela curiosidade. É possível que estes paguem as apostas com mãos de pouco valor.
  • - Quantidade de fichas no pote: se a quantidade de dinheiro no pote for considerável, será mais difícil obter êxito com o blefe.
  • - A própria imagem como jogador: se você for um jogador sólido, estável, terá maior credibilidade.
  • - O avanço das jogadas durante a partida: observando o desenrolar do jogo, fica mais fácil determinar o melhor momento de blefar.
  • - A posição do jogador: a última é a melhor posição para o blefe.
  • - O tipo de flop: se sobre a mesa houver cartas altas, muito provavelmente alguém terá um bom jogo. É melhor esquecer do blefe nos limites menores. Nos maiores - visto que são muitos os oponentes agressivos -, o blefe será uma arma relevante para evitar ser considerado demasiadamente previsível.

O Semiblefe e o Poker

Tecnicamente, um semiblefe é quando fazemos uma aposta (ou um all-in) tendo uma mão que, se a aposta for igualada, certamente não será a melhor. No entanto, haverá boas chances de aparecerem boas cartas, transformando a jogada em uma mão ganhadora.


Portanto, com o semiblefe há 2 maneiras de ganhar:

1. Imediatamente: caso façamos com que o rival desista.
2. Completando a mão com a carta seguinte.

Dessa forma, tendo-se em conta as duas definições que demos (blefe e semiblefe), parece evidente que devemos optar pelo semiblefe, reduzindo ao máximo nossos blefes, pois não há jogadores que ganhem consistentemente blefando demais.
Aqui temos um claro exemplo de semiblefe:

  • Estamos no blind com 6o-7p, e outros dois participantes entram no pote: um está em uma posição intermediária, e o outro em uma das últimas. No flop, sai Kp-5o-4c; aqui poderia ser feito um semiblefe para tentar ficar com o pote de imediato, se os oponentes desistirem. Além disso, permanece a chance de fazer uma seqüência - aberta, com oito outs.

Existem razões para não fazer um blefe ou semiblefe?

Sim. A principal é que, se os utilizamos de maneira sistemática, a tática se desgasta. Os melhores resultados aparecerão, pelo contrário, se a empregarmos bem – e só de vez em quando.


Não é conveniente blefar nestas circunstâncias:

1. Se os oponentes nos estudaram, e nos conhecem muito bem. Isso poderá acontecer se já nos tiverem frustrado algum blefe ou semiblefe pouco tempo antes.
2. Em um flop perigoso. Por exemplo, se aparecer um Ás, é provável que algum dos jogadores tenha outro – e blefar contra um Ás não é uma boa idéia. Da mesma forma, não seria sábio blefar com um flop K-Q-9, pois algum adversário poderia formar uma boa mão.
3. Se houver muitos participantes na mesa. É certo que alguém terá uma boa mão, não sendo recomendável correr riscos.
4. Se tivermos acabado de perder uma ou várias mãos importantes, os adversários provavelmente nos responderão com raise ou call.
5. Contra jogadores ruins. Estes gostam bastante de blefar, e ainda mais de frustrar o blefe dos outros. Deve-se ter cuidado com eles, já que costumam fazer call prontamente, mesmo que suas cartas não sejam de todo boas.



Exercício


Modo: Cash
Tempo: 30-60 minutos
Jogo: Texas Hold’em
Nivel: Intermediário


Agora que você já sabe jogar poker, siga praticando.Com poucos minutos de prática online, seu jogo melhorará a cada dia, até converterse em um jogador avançado.
Caso necesite repassar algum conceito, não se esqueça de consultar a seção de artígos básicos.



Ao jogar poker, devemos nos preocupar com as nossas cartas, mas isso não é a unica coisa, nem a mais importante. É essencial observar como se movem os oponentes, sua linguagem corporal, sua expressão facial, sua personalidade – mesmo a maneira como se vestem. Todas essas atitudes são o que chamamos de “tells”; elas fazem parte da comunicação não-verbal que devemos dominar, no nosso processo de aprendizado.

Os tells são uma das partes mais importantes para estudar o comportamento de nossos rivais, e descobrir o deles e também o nosso é um bom exercício de observação consciente. Nosso objetivo é descobrir os tells dos demais jogadores, ao mesmo tempo em que devemos escamotear os nossos. De nada nos serve saber que nosso rival tem uma mão forte se nós estivermos comunicando que também temos uma.

Assim, pois, para ocultar nossos tells, podemos utilizar objetos como óculos escuros, ou mesmo realizar atividades que nos façam parecer alheios à partida – como escutar música. No entanto, nossos próprios tells são difíceis de esconder ante os olhos dos bons jogadores. Nesse sentido, devemos ter consciência deles e conhecer a nós mesmos.

A maioria dos tells que podemos perceber (físicos, de conduta, verbais, de postura) nos servem para conhecer a intenção dos nossos adversários.

Mas cuidado: há falsos tells, que os jogadores emitirão de propósito, ou mesmo sem querer. É necessário avaliá-los – falsos e verdadeiros – de acordo com o âmbito ou contexto no qual se produzem. Exemplo: se alguem se assusta ao ver suas cartas, é possível que tenha uma boa mão. No entanto, se isso acontece depois de um all-in, trata-se, provavelmente, de um blefe.

Para registrar tudo isso, é bom ir tomando nota dos tells dos oponentes. Contudo, obviamente, esta etapa virá depois de se ter aprendido bem as regras e estratégias básicas (ou não tão básicas) do jogo. O objetivo último: descobrir os tells dos outros, e evitar que os nossos sejam descobertos.



Exercício


Modo: Cash
Tempo: 30-60 minutos
Jogo: Texas Hold’em
Nivel: Intermediário


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No Poker, especialmente nos jogos de Hold’em, tão importante quando a imagem que temos de nossos rivais é a imagem que eles têm de nós. Se trabalharmos para construir uma determinada imagem, poderemos, então, explorar a percepção errônea que criamos sobre nós mesmos.

Aqui, propomos algumas dicas para explorar nossa imagem:

1. Que nossa imagem seja variada. Não queremos que nos enquadrem em um determinado tipo de jogador, já que o mais difícil é competir contra jogadores imprevisíveis. Se atuarmos de forma regular e metódica para construir uma determinada imagem, deve ser no sentido de tentar explorar posteriormente essa imagem.

O mais habitual é pagar para ver muitas mãos - construindo uma imagem de jogador "loose" -, para que, depois, no caso de recebermos boas cartas, nossos rivais não hesitem em pagar nossas apostas.

2. Tratemos de não perder dinheiro demais com mãos ruins. Investir fichas na nossa imagem é bom, mas devemos perder essas fichas de maneira consciente – somente se, em troca, obtivermos informação valiosa.

3. No flop, o melhor é não arriscar. No pre-flop é quando devemos definir nossa mão, e subir a aposta se a mão for boa, para ao menos ganharmos a imagem de alguém que só joga com cartas boas.

4. Em uma mesa forte, é conveniente ter uma imagem de dureza, seriedade; se é fraca, devemos adotar uma imagem mais suave. Não esqueçamos de que essa dica diz respeito à imagem, à aparência, e não à maneira real de se jogar.



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Nivel: Intermediário


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O poker é uma atividade na qual é muito importante a análise da grande quantidade de fatores que influem no jogo. Um dos mais importantes é a análise completa de nossos rivais. Essa observação deve combinar aspectos psicológicos com aspectos objetivos:
É importante tentar responder três perguntas sobre nossos rivais, antes de decidirmos como vamos jogar nossa mão:

- De que tipo de jogador se trata?

- Quais são as mãos/jogadas/partidas típicas dos meus oponentes

- Como sou visto pelos meus adversários? Aprendi a fazer “cara de poker”? Ou seja: consigo conter minhas emoções, sem transparecê-las no meu rosto ou comportamento?

Em relação aos adversários, destacaremos aqui uma classificação dos tipos mais comuns de jogadores de poker, adotando um processo necessário de observação, que é baseado em prestar atenção na conduta regular dos jogadores no que diz respeito às suas atitudes na mesa, bem como às mãos em que pudemos vê-los participando.

- O jogador “tight”: joga até cerca de 25% de “flops". Entre esses, podemos encontrar diferentes perfis, tais como: "tight agressivo" ou "tight passivo".

- O jogador “Loose”: trata-se daqueles oponentes que pagarão mais de 35% dos flops. Nas múltiplas variações desse jogador, encontramos diferentes graus de agressividade, como os jogadores loucos que jogam praticamente todas as mãos, independentemente da sua posição ou do valor de suas cartas.

- Jogadores “Calling Station”: nos são convenientes tanto quanto os loucos, mas representam um risco menor para o nosso orçamento. Esse nome se deve ao fato de que tais jogadores fazem call muitas vezes, inclusive nos casos em que é melhor fazer raise ou fold. Sua porcentagem de flops pagos sobe a 40%, a do raise no pre-flop é de menos de 5% e sua agressividade é de 1 ou menos. A "value bet" - uma pequena aposta antes do showdown, que sabemos com certeza que será paga – é a melhor maneira de lidar com eles.



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Jogo: Texas Hold’em
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